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Natural da cidade do Rio de Janeiro, Andréa Brígida, jornalista e paciente de Endometriose, conscientiza a sociedade, especialmente as mulheres, há 12 anos, sobre a doença que atinge cerca de 10 milhões de brasileiras.
Programa "VEM COM A GENTE" da BAND, apresentadora GARDÊNIA CAVALCANTI Por ter sofrido quase 15 anos com as dores excruciantes da endometriose, Andréa começou a falar sobre a doença, logo assim que teve seu diagnóstico, em 2012, com objetivo de alertar e ajudar mulheres que estivessem passando pela mesma situação. Sem imaginar, começava a transformar sua história em uma causa.
Mesmo trabalhando com informação, a jornalista desconhecia a palavra endometriose e nem imaginava que as dores torturantes que sentia a cada ciclo menstrual tinham a ver com a doença, que por vezes, a deixava de cama e no hospital - no soro. “Minhas cólicas só pioravam a cada ciclo e as dores eram insuportáveis. Parecia que havia duas mãos dentro da minha barriga tirando tudo do lugar. Minha lombar e minhas pernas doíam e era difícil ficar de pé”, conta a jornalista, que precisou fazer cirurgia para a retirada dos focos da doença.
Programa "VEM COM A GENTE" da BAND, apresentadora GARDÊNIA CAVALCANTI Andréa foi intensificando cada vez mais a divulgação da doença por meio de palestras e ações socioeducativas, em espaços públicos e privados, pelas redes sociais, em programas de rádio e de tv, sempre avisando sobre os perigos da falta de informação e da carência do diagnóstico precoce da endometriose.
Recentemente fundou a Associação Endo Mais Vida, com o objetivo de alertar as mulheres sobre os sintomas, causas, consequências, tratamento e ainda como enfrentar a Endometriose de cabeça erguida.
Câmara Municipal do RJ - Março Amarelo
Boneca Gabriela e Eu Os sintomas mais comuns são: cólica intensa no período menstrual ou fora dele, muito sangramento, dor na relação sexual, para urinar, evacuar, além de barriga muito inchada no período da menstruação. A doença pode devastar a qualidade de vida da mulher e o diagnóstico, em média, aqui no Brasil, pode demorar entre 7 a 10 anos, às vezes até 15; o que traz muito sofrimento e acarreta na progressão da doença, que tem tratamento. Por isso, o diagnóstico precoce é vital e é feito pelo (a) ginecologista, por meio da consulta, exame físico (de toque) e exame de imagem –ressonância magnética. O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico - em casos mais graves, aliado a uma mudança no estilo de vida.
Tininha Araujo - Direção Geral e artística do Programa "VEM COM A GENTE" da BAND TV “A endometriose é caso de saúde pública, então precisamos de informação, campanhas educativas que alertem a sociedade. Um dos maiores objetivos da Associação é tirar a doença da invisibilidade e ajudar mulheres a conhecerem seu corpo e os sintomas da doença, para que sejam diagnosticadas o quanto antes, porque conscientizar é cuidar,"
Gabriela é a boneca que Andréa sempre leva para as palestras, para explicar como a doença se desenvolve no organismo. A jornalista idealizou a boneca para facilitar as explicações sobre a Endometriose. A endometriose atinge cerca de 10% das mulheres jovens
Andréa Brígida
Fotógrafo: Felipe Corrêa
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em 11/03/2024 às 08:34