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MUSA FITNESS DRY ALVES

CAPA ONLINE - EDIÇÃO ESPECIAL DE CARNAVAL 2020

MUSA FITNESS DRY ALVES

Meu nome é Adriana Alves. Sou Musa Fitness, atleta de fisiculturismo na categoria Wellness, digital influencer, palestrante motivacional, modelo fotográfica, especialista na área da beleza e empreendedora digital. Tenho 33 anos, nascida no dia 4 de abril de 1986, sobre o signo de Áries, o signo mais difícil (risos). Tenho um filho de nove anos, fruto de um relacionamento de 11 anos, com quem moro hoje, divorciada, na cidade de Guararema, São Paulo — na verdade, nasci em Jacareí. Desde muito nova tenho uma veia ligada ao fitness e também a questão de empreender, uma ligação muito forte em questão de liderança em organizar está na frente de projetos desde tempos de escola.

Bom, como podem ver eu faço várias coisas e todas essas estão coligadas desde a minha infância. Eu realmente trabalho e faço tudo o que eu amo, mesmo tendo muitos desafios, mesmo muitas vezes não valendo a pena financeiramente, mas sou feliz e realizada em todos os projetos, e em todos os conceitos que eu estou envolvida.

Para ficar mais fácil para vocês, vou falar um pouquinho da minha pequena e intensa trajetória e os conceitos que isso impactou e impacta na minha vida, o que me fez gostar muito de cada coisa e buscar cada dia mais minha evolução pessoal e através desta caminhada influenciar outras vidas.

 



 

O começo

A atividade física sempre esteve presente na minha vida — desde o tempo de escola, pelos 12 anos. Eu sempre tive interesse por esporte e, nesta época, nas escolas, a prática de atividade física somava pontos nas matérias. Então, mais que amor, era obrigação, já eu nunca fui muito boa aluna — odiava Português, e Cálculo então (risos) — mas quando era aula de Educação Física… não havia resistência em nenhuma atividade: de futebol a basquete, eu estava em todas. Meu sonho na realidade sempre foi fazer educação física, mas não para dar aula em escolas, e sim em academias.

Aos 15 anos eu tive iniciei os meus contatos com a musculação desde então eu nunca parei, sempre aliei musculação e outras atividades físicas em todas as fases da minha vida, e sempre foi muito puxado, afinal é difícil conciliar atividade física, trabalho e estudo e etc… aos 17 anos já iniciei em trabalho na prefeitura da minha cidade como menor aprendiz e tive o contrato de 6 de meses, embora trabalhasse já desde os 12 anos — obviamente, nesta época não existia conselho tutelar, mas claro que meus trabalhos estavam longe de ser trabalhos exploradores e escravos. Também sempre fui muito vaidosa: aos 12 anos eu já cuidava do cabelo e comecei, através da minha tia, a produzir minhas próprias roupas.

 



 

DRY ALVES – modelista e criadora dos próprios looks

Muitos ainda não sabem que todos os looks usados em eventos, treinos e compartilhados em minhas redes sociais no dia a dia sou eu mesma que faço, paixão que aprendi com minha tia-avó a quem devo muita gratidão — isso gerou e sempre gera economia absurda na vida de uma mulher (risos).

Aos 17 anos, tive a oportunidade de iniciar minha vida no mercado de trabalho e também na faculdade, graças ao trabalho de seis meses como menor aprendiz em que dei o meu melhor porque, claro, vi a oportunidade que faltava para engraçar de vez em meus objetivos, juntando o dinheiro para iniciar a faculdade mesmo sem saber como iria pagar os demais meses até a formação acadêmica, pois era a vontade que me fez iniciar a faculdade e buscar no campo onde eu estava a oportunidade de fazer uma proposta em prologar meu contrato.

Um plano bem-sucedido, é claro: fui contratada como estagiária e o único problema era que a área de formação não era a área desejada. Com isso, iniciei Administração aos 18 anos pelo fato de estar no ramo e também por entender que administrar também estava dentro dos meus objetivos e com o tempo eu poderia fazer a desejada faculdade de Educação Física. Também, trabalhei na prefeitura por sete anos mesmo com término da faculdade, sete anos em que sempre pratiquei atividade física em uma rotina louca entre treinos, trabalho e faculdade — apesar disso sentia que, em vez de me cansar a prática de atividades físicas me dava motivação e disposição diária. Formei-me em administração e na mesma semana da minha formatura eu me casei tudo planejado.

Neste período eu trabalhei como Conselheira Tutelar por um ano antes de sair da prefeitura para trabalhar dentro da minha formação no setor administrativo de uma empresa, em que também trabalhei por um ano — na minha vida, eu sempre tentei planejar, como por exemplo: planejei engravidar do meu filho com 24 anos e exatamente no mês em que eu gostaria eu fiquei grávida, olha que coisa doida (risos). Assim, por querer aproveitar a minha gestação e chegada do meu filho, pedi demissão desse trabalho já tendo previsto e tendo uma estrutura que conseguiria me adaptar essa nova rotina. Meu filho nasceu no dia 1 de fevereiro de 2011, sem dúvida melhor momento da minha vida, o momento que nada superará. Nasciam naquele momento duas vidas novas: uma nova Adriana sem medo, com muita coragem e responsável por outra vida fora de mim.

Fiquei um tempo sem trabalhar, porém a rotina da independência financeira começou a me fazer muita falta e saber que eu estava em movimento executando algo além de ser mãe me fazer muita falta. Essa questão me levou novamente a voltar a área do mercado e desta vez, infelizmente, com os alguns atritos dentro do casamento. Não soubemos administrar esta nova fase com dois meses de vida do meu filho, então eu iniciei um trabalho de artesanal de fazer adesivos para unha em casa, e daí começou a minha rotina de empreendedora.

 



 

DRY ALVES – empreendedora e investidora

Nesta época os adesivos artesanais de unha começavam a ficar em alta e eu, sem saber fazer uma flor (quem dirá uma borboleta!), virava noites e noites fazendo adesivos enquanto meu filho dormia — e, assim, acreditem: a prática faz a excelência. Comecei a fazer desenhos mais perfeitos e comecei a vender para as manicures na minha cidade e também para mulheres que começam a comprar através da divulgação das redes sociais.

Gostando muito de cuidar da minha estética sempre usando técnica mega-hair — que aprendi sozinha — tive a ideia de investir esse dinheiro e direcionar ele para um curso básico de cabeleireiro, que hoje sou formada. Procurei uma unidade próxima na minha cidade e iniciei esse curso no qual eu levava os adesivos para outras alunas da área de manicure e ganhava dinheiro para pagar o curso de cabeleireira, manicure, depiladora, designer de sobrancelhas e de auto maquiagem. Claro que o dinheiro dos adesivos foram pontapé inicial, mas não demorou muito e comecei a comprar materiais como prancha e produtos de cabelo e comecei a fazer cabelos primeiramente de familiares. Ao decorrer do tempo, os familiares foram me divulgando e as clientelas foram aumentando e houve a necessidade de ter meu espaço, no que então montei na frente da minha casa um salão para atender as minhas clientes com horários marcados, para conseguir adaptar a rotina de mãe — pois meu filho ainda era muito pequeno. O retorno veio com certeza: tive muitas clientes, mais “como todo bônus tem seu ônus”, infelizmente o contrário do que imaginava — que trabalharia por conta e teria tempo para manipular e conseguiria ter tempo para meu filho — mas meus horários, as dificuldades junto com as oportunidades, fizeram com que eu deixasse ele muito cedo na escolinha e também com a minha mãe. Perdi uma boa parte da minha infância dele do crescimento pois me enfiei dentro do trabalho para fugir de alguns problemas de relacionamento e de repente eu estava trabalhando muito mais do que 12 horas de segunda a segunda, sem ter tempo para cuidar da minha autoestima, em vez disso cuidando de milhares de mulheres diariamente. Acabei me vendo usando a primeira roupa que eu pegava amanhecer trançado, pesando 48 kg para 1,68 m, totalmente um zumbi sendo manipulada pela situação que minha vida se encontrava. Um dia tendo uma discussão dentro do relacionamento onde a pessoa que eu mais amava disse que eu era “um lixo”, esse dia foi o dia mais libertador da minha vida: eu realmente me olhei no espelho, e vi que estava cansada, extremamente magra (cerca de 48 kg), totalmente sem amor-próprio.

Não era mais a Adriana vaidosa, que já colocava uma roupa e sentia-se bem, já não era mais eu que dominava a minha vida. Foi quando entendi que não tem como amar o próximo se eu não me amasse primeiro e que eu precisava urgentemente naquele momento repaginar toda minha vida, pois a Adriana que sempre teve força estava morrendo aos poucos. Analisei, planejei e adaptei a minha rotina dentro da atividade física e voltei para academia, eu estava muito abaixo do meu peso. Conversei com Leandro Bonini (meu treinador e terapeuta de hipnoterapia) e expus para ele as dificuldades que ele estava enfrentando.

Organizei minhas rotinas e deixei um tempo livre, prometendo para mim mesma que todos os dias eu dedicaria pelo menos uma hora à atividade física e assim foi. Voltei a treinar todos os dias e comecei a ver novas possibilidades, a me enxergar novamente e a ver que eu estava frente daquela situação e que ela só poderia mudar se eu quisesse… e após oito meses eu já tinha mudado a minha forma. Comecei a buscar conhecimentos através da alimentação e me espelhar em outras pessoas, outras mulheres, e assim eu cheguei até o fisiculturismo. Sendo apaixonada e sempre tenho muita vontade de conhecer o Rio de Janeiro, comecei a seguir as atletas Roberta Zugiman e Andressa Pinheiro, cujos físicos achava maravilhosos.

 



 

DRY ALVES – atleta de fisiculturismo

Comecei a buscar conhecimentos e a entender o que era o fisiculturismo. Conversei com Leandro e decidimos investir nisso para o meu bem, em relação à autoestima e por um propósito pessoal. Comecei a treinar e alinhar alimentações junto ao meu treinador e a um coach especialista em campeonatos de fisiculturismo. A rotina teve que ser totalmente adaptada tanto de treinos, alimentações e também de descanso.

 

DRY ALVESprofessora de ritmos

Conciliando atendimentos no salão e treinos na academia, surgiu a oportunidade de fazer curso e de dar aula na academia de algo que gosto muito até hoje: dançar — o que também está ligado à prática de atividades físicas. Com a vida um pouquinho mais corrida, mas conseguia conciliar minhas aulas no mesmo período dos treinos, treinando e, além de fazer um bem a mim mesma, fazer bem também a outras mulheres, buscando o equilíbrio, a autoestima, e, claro, boa forma através da dança.

Como mencionei sempre tentei planejar minha vida e sentir necessidades de virar a página, e foi quando diante da situação difícil, apesar de várias tentativas, resolvi me divorciar.

Como se sabe, nem todas as separações são fáceis e a minha não seria diferente. O ponto pior da minha separação era me desvincular da rotina e do que havíamos construído juntos, material e sentimental. Separamo-nos mas continuamos morando na mesma casa durante um ano em que planejei me estabilizar. Entrei em contato com novas empresas, sendo formada em administração, pois sentia necessidade de ter um salário fixo e um horário para que eu conseguisse organizar ainda mais a minha vida (desta vez, somente eu e meu filho). Consegui emprego novamente na prefeitura até mesmo por ter tido uma boa trajetória dentro dela e voltei para o mercado de trabalho dentro de um horário aonde eu consegui a ser mãe, trabalhar e me cuidar.

 

Nova fase

Em 2015, logo após ter feito seis meses dentro da unidade onde trabalhava, fui promovida a um cargo melhor, e decidi que em dezembro de 2015 eu sairia da minha casa, e foi o que aconteceu.

Em outubro de 2015 recebi um convite para ser passista de uma escola de samba, Barroca da Zona Sul, para o carnaval de 2016, embora tivesse para o mesmo ano um campeonato de fisiculturismo para o qual já estava em preparação — ou seja, aliei treinos e dieta para os dois objetivos. O campeonato era uma seletiva para o campeonato mais desejado por todos os atletas de fisiculturismo: Arnold Classic Brasil, com nível internacional realizado em São Paulo.

Como planejado, no mês de dezembro também dei início a um novo ciclo da minha vida em que resolvi sair de casa alugando outra e deixando tudo para trás — inclusive uma história que acreditei que seria perfeita — um processo muito difícil e extremamente doloroso, sair da minha casa sem nada, por vontade própria e por entender que a nossa relação já não fazia mais bem para ambos e que eram três vidas vivendo uma situação em que aparentemente não teriam mais futuro juntas. Eu era nova (eu sou hahah), o meu ex-marido também e com grandes possibilidades de ser feliz com outra pessoa. Foi um processo muito difícil de tirar o meu filho do convívio onde ele estava acostumado, com a rotina dele, quarto dele entre outros fatores emocionais e iniciar uma nova fase, mas sentia que havia necessidade de não mais nos enganar, não mais nos ofender e manter um respeito e um carinho que ainda mesmo desgastado existia entre nós. E a senha minha vida seguiu desta vez.

Fiquei bem sobrecarregada pois estava: trabalhando das 7h às 17h de segunda a sexta, dando aula na academia; treinando, às segundas, quartas e sextas das 7h às 20h; e indo aos ensaios da escola de samba, às terças, quintas e sábados. Sim, foi um momento de muita loucura! eu mal tinha tempo para dormir, muitas vezes chegava de São Paulo de madrugada, acordava e ia trabalhar acreditando que aquilo ali era uma fase que logo passaria e eu seria a vencedora, assim como todas as fases. No dia 7 de fevereiro, o único dia que eu tinha de folga, resolvi ir a um carnaval próximo da minha cidade junto com uma amiga. Quando tudo parecia perfeito para ser um dia de diversão com muita consciência, à noite, por volta de 22h10min, eu dormi ao volante e me envolvi em um acidente gravíssimo colocando a minha vida e a de mais seis pessoas em risco. Colisão frontal com um carro com cinco pessoas em uma rodovia deserta, mão dupla.

 



 

O fundo do poço

Em um momento confuso sem saber muito aonde estava, lembro-me de olhar em um ponto de luz junto com uma fumaça e olhar para o lado, ver minha amiga e desculpar-me, pois eu sabia que eu havia errado dormindo. A partir desse momento, eu não tinha noção de como seria os meus próximos minutos… lembro vagamente de entrar no hospital, no qual soube depois de como foi desafiador para equipe de socorro, junto de Deus, salvar todas as vidas que estavam naquele momento. Uma vez que um dos carros começou a entrar em curto elétrico, cinco pessoas encontravam-se presas e com ferimentos graves, presos na ferragem. O carro tinha uma criança de nove anos e uma idosa de 85 anos que retornavam para sua casa após a missa de sétimo dia de uma de suas filhas, vítima de acidente de carro.

A única coisa que eu me lembrava era do meu filho. Não sabia meu nome, nomes dos meus pais, eu só pedia o meu filho esse dia e eu fiquei durante nove dias na UTI e quando eu vim a realidade do que eu tinha feito, o sofrimento causado, aquelas pessoas que, com toda certeza, estavam na mão de Deus, senti uma mistura de medo, arrependimento e gratidão por ser trazida de volta pelo meu filho. Posso afirmar com toda certeza: Deus teve piedade de mim. A partir daí nascia uma nova Adriana.

Tive alta após 15 dias. Todas as pessoas que estavam no carro, e machucaram-se muito também, tiveram suas vidas mudadas assim como a minha pela misericórdia de Deus que preservou a todas. E eu achando que o pior teria passado… mas minha caminhada pelo calvário tinha apenas começado: em pouco tempo, deixei de ser a passista do carnaval e atleta campeã. No entanto, eu voltei para ser uma melhor pessoa, melhor filha e mãe. Foram dias muito difíceis estando afastada do meu trabalho, dado que só poderia voltar a atividade física depois de 9 meses. Eu, que tinha minha vida toda direcionada à atividade física, não poderia mais dar aula pois estava lesionada e tive traumas grandes: lesionei o coração com um dos ossos quebrado, perfurei o pulmão em dois lugares, quebrei a costela, o esterno, os dentes, e fiz uma pequena cirurgia no olho. Mesmo assim eu estava feliz por ter voltado para o meu filho e para minha família.

Foi o momento em que mais me transformei nessa vida porque eu perdi muitas coisas, mas o que mais doeu perder foram as pessoas que eu acreditava que sempre estariam ao meu lado. Aos poucos eu olhei ao meu redor e só havia Deus, meus pais, meu irmão e meu filho. Sim, dava para contar nos dedos quem ficou do meu lado. Nesse pior momento entrei em uma dívida financeira absurda pois nem meu carro ou o carro com que colidi tinham seguro, e naquele momento sabia que teria que arcar com todos os danos àquela família, e assim fiz. Aquilo que eu acreditava que seria uma mudança, que seria algo bom e fácil não foi. Cheguei ao extremo de fundo do poço, tive muitos problemas psicológicos, muito medo de não conseguir e acabei por me sentir várias vezes fracassada, pois tinha tirado meu filho de uma vida estável e enfiado ele num buraco. Eu não entendia que forma alguma o porquê daquilo, perguntava pra Deus por que ele estava fazendo aquilo comigo, por que eu estava passando pelo aquele momento em até cinco minutos antes estava tudo tão bem e no soprar de um vento minha vida mudou daquele jeito. Várias noites sem saber o que fazer, chorando muito a beira de uma depressão, já tomando medicamentos para tentar dormir pois estava desesperada. As dívidas foram tantas que eu já não tinha mais o que dar para o meu filho comer eu não sabia como seria o próximo dia. Eu não queria voltar para o meu ex-marido simplesmente pelo fato de estar na minha no meu pior momento. Muitas pessoas opinando, muitas pessoas julgando. Um dia, uma amiga me disse:

Dry, não questione Deus! Algo ele quer te mostrar! Caminhe com ele, converse com ele e não pergunte ‘por quê?’, mas sim ‘PARA quê?’. Ele quer que você caminhe com ele.”

Essas palavras foram transformadoras na minha vida e entendi então que essa caminhada eu teria que passar sozinha, que ninguém poderia passar por mim, mas que Deus estaria comigo em todo momento. Chorei muito durante a noite por problemas de crise de ansiedade principalmente pelo fato de não estar mais dentro do esporte praticando atividade física. Passado um mês perdi totalmente meu físico que era em preparação para o campeonato e a minha autoestima ficou cada vez pior. Eu estava acostumada a ter um ritmo e à rotina e os resultados que isso me trazia. Foi quando eu decidi virar o jogo e procurei o meu antigo treinador e o meu coach que me preparava para o campeonato e falei para ele da necessidade de voltar. Como já tinha uma bagagem de anos e entendia como meu corpo funcionava, tentei arriscar um pouco e montei um planejamento da minha vida onde eu competiria dentro de sete meses, independente do que acontecesse ou da minha situação financeira. Eu sairia daquela situação. Planejei durante uma semana uma estratégia de como buscar patrocinadores através do pior momento que da minha vida.

 



 

DRY ALVES – a semente

Busquei informações sobre um campeonato, montei um planejamento e tudo o que eu tinha na geladeira era uma garrafa de água, quatro ovos, duas batatas-doce e frango — já tinha tempo que não comia. Minha dieta antes do acidente era bem completa, mas tinha algo em mim que foi diferencial: o acreditar. E acreditei tanto que eu seria campeã que montei todas as minhas estratégias de como buscar investidores neste meu projeto. Conciliando treinos diárias e começando com praticamente nada além da vontade, fui atrás de patrocinadores dia a dia, Eu acordava cedo e, dentro das minhas possibilidades de condições físicas, buscava minha evolução física e mental dia a dia.

Acreditei tanto, falava dos meus projetos tão convicta que digo que os patrocinadores aos poucos foram somando. Em dois meses, eu já não estava mais sozinha, e o que parecia ser fácil se tornava algo com mais responsabilidade, pois havia nomes e marcas que acreditaram no meu projeto. O medo do fracasso não poderia me dominar, e assim fui vencendo dia após dia e levando comigo milhares de seguidores sem saber e que, tendo batalhas tão parecida com as minhas, foram me motivando cada vez mais.

Treinei intensamente e à medida que o meu físico estava mudando, também estava a minha mente e a minha situação financeira também. Tudo estava ligado e foram necessários equilíbrio, foco, disciplina e planejamento para sair da situação de onde eu me encontrava.

 

DRY ALVES – digital influencer

Passaram-se seis meses quando voltei ao meu coach e disse a ele que queria iniciar e que já estava liberada. Quando cheguei lá, ele se chocou com meu físico, pois eu já estava pronta. Dentro de 20 dias, eu estaria em um campeonato para o qual eu levei comigo 15 parcerias e patrocinadores que me tiraram do pior momento da minha vida, que acreditaram no meu potencial, junto dos que começaram a me seguir diariamente, vendo as minhas batalhas diárias. Nasceu então DRY ALVES, influenciadora digital.

 

DRY ALVES – campeã do meu campeonato

Em setembro pronta subir no campeonato, ninguém de lá — além da minha família e o meu coach — sabia da minha história. Lá estiveram comigo exatamente as pessoas que ficaram meu lado nos meus piores dias

24 de setembro de 2016: aquele dia era o meu dia. Eu sentia que nada, NADA, tiraria minha vitória. Eu subi de mãos dadas com Deus e eu fui campeã da minha categoria, consagrando-me uma Musa Fitness e ganhei como atleta com melhor físico do campeonato. Eu sabia que ali não era o troféu que era mais importante, mas toda caminhada que eu levei até ali. Foi lindo, foi emocionante, choramos muito, as pessoas que tiveram próximo de mim vibraram como se realmente eles tivessem ganhado uma batalha e eu venci.

Muitas coisas mudaram a partir daquele momento: acreditei mais ainda de que a fase ruim é apenas uma fase e que ela vai ter importância e relevância do tamanho ou poder que você da ela.

 



 

DRY ALVES – palestrante

A vida seguiu e com uma bagagem de experiência física e principalmente metal comecei a dar palestras em Academias para compartilhar minha história e ajudar pessoas com base em motivação, foco e sucesso. Conquistei admiradores, ganhando conhecimento e credibilidade dentro do meu esporte e vivenciando mais ainda o mundo de fisiculturismo, e eu que contei histórias comecei a me interessar por isto também. Comecei a entender que todos os atletas tinham muito algo a dizer além de um físico perfeito em cima de um palco. Atrás de cada detalhe muscular, já renúncias e vitórias diárias e eu precisava contar isso. Nasceu então DRY ALVES, repórter. Comecei a viajar entre São Paulo, Rio de Janeiro e Sul nos campeonatos fazendo entrevista pelos backstages, mostrando um pouco da preparação e de todo o resultado final no palco nos campeonatos de fisiculturismo e, assim, fiquei por um bom tempo nisso hein!

Em 2017, voltei a me preparar para o campeonato que há tempos deixei de lado por conta do acidente. Passei na seletiva, junto com meu atual coach Rafa Pinheiro, que é do Rio de Janeiro, e meu treinador de anos Leandro Bonini — um belíssimo trabalho de muito foco e muita disciplina. Fui campeã do 4º Copa Paulista Seletiva para Arnold em 31 de março 2017 e conquistei a minha vaga para o Arnold, o campeonato com que eu mais sonhava. Em todos esses anos todos os dias ruins e bons, dia e noite, esse objetivo não saia do meu pensamento e eu voltei a competir desta vez ao lado de estrelas e de ídolos com que eu jamais imaginei dividir o palco. Naquele dia, fiquei em 12.º lugar, mas feliz porque sabia que ali estávamos melhores. Ter conseguido conquistar essa vaga para mim já era uma vitória

Nesse período, eu já havia retornado ao trabalho no meu antigo serviço e voltado a dar aulas e a vida parecia estar normal. Aquela questão financeira difícil já estava minimizada e mudei-me uma casa melhor. Da minha vida e de outros fatores tirei muita experiência, tendo que entender muito sobre o que é ter paciência, sobre o que é ter resiliência, o que é constância, o que é ter foco e o que é ter fé. Infelizmente, tive alguns problemas no meu trabalho, do qual tive que sair, mas logo me surgiu a ideia novamente de voltar a trabalhar como empreendedora e arrumar um espaço para abrir um estúdio de beleza onde, junto com outras pessoas, trabalharia a questão da autoestima e da transformação de vida da mulher. Durante o ano em que fui associando minha vida de DRY atleta, repórter, modelo fotográfica — nesse período dos campeonatos — houve vários patrocínios em que eu trabalhei marcas com roupas e calçados, estética, e onde meu lado modelo fotográfica esteve presente (risos).

 



 

Em 2018, fui convidada por Oscar Müller, diretor da Revista Mais Bonita, a fazer parte de uma feira de beleza em São Paulo. Eu já tenho uma bagagem de trabalhar o meu nome junto a minhas parcerias, então iniciei o trabalho de divulgação aonde buscar se identificou muito e assim nasceu a DRY ALVES, repórter da revista, para um trabalho belíssimo que já tem mais de um ano. Eu divido a minha vida hoje em dia com consultoria, cursando Educação Física, viajando pelo Brasil — nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Santa Catarina — trazendo conteúdos para os meus drymores (como costumo chamar meus seguidores e para os leitores e seguidores da Revista Mais Bonita), trazendo conteúdos qualidade de vida, lazer, autoestima, bem-estar, longevidade e saúde mental.

Todos os dias eu trabalho junto aos meus seguidores a importância da consistência de acreditar e ter foco todos os dias. Eu tenho lutas e batalhas pequenas ou grandes, mas todos os dias eu não desisto e hoje eu estou feliz porque retorno ao ponto que a anos deixei para trás: o carnaval. E desta vez eu estarei na Sapucaí no lugar onde eu jamais me imaginei, o camarote, dividindo com todos os meus seguidores, o meu público, e também com a Revista Mais Bonita a grandiosidade e o espetáculo que é o carnaval no Brasil.

 

Instagram: @dryalves.fitness

YouTube: No Mundo da DRY

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Revista MaisBonita - 2018

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